ANIMAL PRINT – AS ESTAMPAS QUERIDINHAS NUNCA SAEM DE MODA

Oi gente!!!! Aqui é a Nat!!! Tudo bem?

Hoje vim falar de uma tendência fashionista que eu AMO! Animal print!

Apaixonada desde sempre eu sou viciada em estampas animal print, em especial nas onças. Entra estação, sai estação e elas nunca saem de moda.

A onça é eterna e a preferida da maioria das mulheres, mas junto com ela outras estampas animal print também são sucesso nos looks, como a zebra e a girafa.

Apostem forte na cobra, ela é a nova queridinha das próximas estações.

Existem as mais ousadas que apostam em looks total animal print, mas precisa ter muito estilo para carregar um look assim, se você tem se jogue e aposte!

Outra dica é misturar animal print com outros tipos de padronagem, como o xadrez, por exemplo! Acha muito? Olhem esse look inspiração como ficou incrível!!!

Além da padronagem em tons tradicionais o animal print vem cada vez mais em cores diferentes, aposte nisso! Saia do tradicional e use as estampas em cores diferentes, mais quentes no verão e mais frias no inverno.

Não Natttt!!! Sou básica ao extremo e nunca vou conseguir usar animal print! Comece aos poucos! Um acessório como uma bolsa ou um sapato já são uma boa pedida e dão uma cara totalmente diferente ao look básico.

No universo do animal print mil misturas são possíveis! Invista neles com peças coloridas…

ou peças básicas e deixe o look com a sua cara!

Eu particularmente amooo e tenho várias peças animal print no meu armário! De lenços a maxi casacos eles dão um estilo a mais no nosso visual!

E você, já apostou nessa tendência? Me contem aqui!

Beijos da Nat!

MODA EM NYC

Oi Gente! Aqui é a Lê e sou amiga/irmã da Ná! Nos conhecemos no nosso primeiro dia de aula na faculdade de moda e nunca mais nos separamos! Me mudei para os USA há pouco mais de dois anos para estudar moda e a Naná me pediu para contar um pouco da minha experiência aqui.

Todo estudante de moda no Brasil sonha em fazer um curso fora do país. Seja em Londres, Nova York, Paris ou Milão. A Moda no Brasil é incrível, cheia de identidade e com talentos criativos maravilhosos. Porém não tem como negar que é uma profissão relativamente nova quando se comparada à outros mercados  e enquanto estamos engatinhando em diversos aspectos, sejam ele na maneira como se faz o negócio  ou até como a moda é vista, esses outros polos fashion nos ensinam muito como fazer moda de verdade. E comigo não foi diferente. Desde o início da minha faculdade, sempre tive o sonho em fazer moda em Nova York.

Na primeira viagem à Nova York, em 2011,  fui com a Nathalia e ao passar em frente ao Fashion Institute of New York, uma das melhores instituições de Ensino de Moda do mundo, entrei, peguei o catálogo com os cursos e falei pra ela: “Naná, eu ainda vou estudar aqui”. E não deu outra! Um ano depois ela estava me ajudando a fazer as minhas malas e lá estava eu indo realizer meu sonho de estudar no FIT.

Fiz por um semestre o que eles chamam de Continuing Education. Como meu foco era acessórios, escolhi fazer três aulas:

Footwear Design

Eles te ensinam a construção do calçado desde o início. Partem do princípio que para fazer o design de algo, você tem que entender o conceito básico que é a construção dele.

ERGONOMIA

De nada adianta você criar um calçado que não calça bem, ou uma bolsa que a alça não serve no ombro e fica caindo, certo? Mas vou confessar que foi meio difícil estudar cada ossinho do pé.

Sketching Accessories

Meu professor de desenho era MUITO BOM. Acho que em seis meses de curso eu aprendi mais técnicas de desenhos do que em 4 anos de faculdade. A didática dos professores nos USA foi bem melhor do que a minha experiência no Brasil.

Nesse período que fiquei lá em 2012, aproveitei que estava em NY e também fiz um curso de mídias sociais na Parsons. Eu gostei, mas me senti melhor acolhida no FIT. Existe uma rixinha entre as duas instituições de Ensino.

Acontece que as duas são excelentes e muitos professores lecionam em ambas, então não tem tanta diferença. A Parsons é privada, logo o preço é muito mais alto (basicamente 3 x mais que o FIT) e a infra estrutura impressiona mais . Apesar do FIT ser pública, você tem que pagar um valor de tuition de qualquer maneira, principalmente por ser aluno internacional. Ou seja, Se você tiver no seu Resume FIT ou Parsons, você será bem visto de qualquer maneira.

Bom, mas passados esses seis meses eu tinha que decidir se eu aplicava e continuava a estudar – seria como voltar a fazer a faculdade lá – ou se voltava para o Brasil… e decidi voltar para o Brasil… Ai se arrependimento matasse…

Dei voltas e voltas até que em 2016 voltei de novo para NY, mas dessa vez decidida a ficar por mais tempo. Apliquei para uma pós em Fashion Business and Management no FIT. O processo é demorado, o site é complicado, mas no final dá certo. Para quem se interessar, é assim o processo para incrição:

  • TOEFL (prova de inglês. Cada faculdade tem uma nota de corte)
  • Carta de Interesse (Aqui é onde você precisa se vender e explicar porque você quer fazer o curso o que você também acrescentaria ao curso)
  • Resume
  • Tradução juramentada do seu histórico escolar e diploma
  • Creative assignment (cada período, cada curso, eles tem um tema diferente)

ALEGRIA QUANDO VOCÊ RECEBE NO CORREIO O ENVELOPE DIZENDO QUE VOCÊ FOI ACEITO!!

Eu posso dizer que gostei MUITO do curso!! Cada aula que eu tinha era um banho de conhecimento. Dessa vez eu estudei: Fashion Industry, Fashion Business, Fashion Marketing, Merchandising Math, Advertising and Promotion, Fundamentals of Textiles, Fashion Merchanding, Product Development, Retail Management, International Business.

O fato de estar em NY nos proporciona experiências únicas, como aulas práticas e teóricas dentro do dia-a-dia das empresas. Tive a oportunidade de passar o dia com as buyers da Ralph Lauren e da Century 21, acompanhar o visual merchandising da Saks, recursos humanos da Macys, além de toda vivência dos professores que trabalham dentro dessas indústrias e trazem cases diários para sala de aula. Falando dos professores, acho que tem de tudo, né? Professores bons e ruins. Eu consegui escolher professores muito bons e posso dizer que agregaram muito ao meu conhecimento. Mas eles não tem essa relação de afeto com o estudante. Eles estão ali para fazer um bom trabalho, dão a aula e vão embora. Se quiser falar com eles, marque um horário no office. Bem professional.

Em relação à grade horária, o fato de você ter a flexibilidade de escolher as matérias que mais te agradam e também com os professores que tem as avaliações mais positivas, tornam as chances de você ter uma experiência em sala de aula bem melhor!

A quantidade de conteúdo passada é Muita. Mas MUITA mesmo. Sou uma pessoa que lê bastante e posso dizer que nunca li tanto quanto nesse período em que estudei no FIT. Eles passam o cronograma no primeiro dia de aula e você tem que estar preparado antecipadamente para cada aula. Se você não leu o material, você não tem como participar. Se você não participar, você não tem nota de participação em sala de aula. E cerca de 25% da sua nota é em sala de aula. E não é apenas o material listado que eles esperam que você tenha lido. É esperado que você esteja informado sobre tudo. Que você tenha lido os jornais, esteja informado sobre economia, o que está acontecendo no mundo, sobre fusões, porque tudo reflete na moda de alguma maneira. Muitas apresentações e muitos trabalhos! As notas são formadas aos poucos, para que você tenha muitas chances.Já as provas, em compensação não são um bicho de sete cabeças. A sua nota final a cada semester (GPA) é algo muito importante e ninguém quer um GPA baixo, porque existem processos seletivos que dependendo do seu GPA, você não pode nem começar a aplicar.

Nas minhas aulas praticamente não tinham brasileiras. Aliás, eu tinha duas amigas brasileiras e fiz poucas aulas com elas. Pelo menos nas aulas que eu fiz, a maioria da classe era formada por americanas. Se tinham preconceito?

Não… Na verdade, elas apenas don’t care… É difícil fazer amizades nesse esquema em que cada uma escolhe uma aula, em diferentes horários, salas de aulas pela faculdade toda, porque muitas vezes você vai encontrar as pessoas  apenas uma vez na semana, então fica difícil criar vínculos. Isso é bem diferente das nossas amizades que fazemos na faculdade no Brasil.

Bom, acho que já está grande demais! Mas é que foi uma experiência tão boa que só me arrependo de não feito antes!

Espero que vocês tenham gostado!!

Um beijinho

Lelê

ESTUDAR MODA, OS PRÓS E OS CONTRAS DESSA PROFISSÃO

Oi genteeee! Aqui é a Nat!!! Tudo bem?

Como algumas pessoas sabem eu me formei na faculdade de moda há alguns anos. É engraçado que entra ano sai ano essa é um profissão que ainda é muito julgada e nem sempre tão valorizada.

Quando escolhi fazer moda fui um pouco criticada, inclusive pela minha família, que pasmem, trabalha quase toda nesse ramo. “Moda é difícil, moda não da dinheiro, faz uma faculdade de verdade” dentre tantas outras coisas que ouvi. Fui com a cara e a coragem. Meu sonho era ser estilista de alta costura e na época eu tinha como mito John Galliano, que estava no seu auge, bem antes daquele desfile trágico que praticamente acabou com a carreira dele.

Entrei na faculdade e obviamente nem tudo são flores. Escolhi seguir para a área de estilo, queria desenhar, criar, inventar. Criativa eu sempre fui mas me descobri uma desenhista bem mediana, no começo uma crise, depois acabou virando rotina  e fui me especializando o quanto pude. Minha frustração maior era que a alta-costura, meu sonho, era (e ainda é) praticamente nula no Brasil, então seguir essa linha seria difícil.

Estagiei em quatro áreas diferentes: com a minha mãe no ramo de bolsas, com uma empresa de estamparia kids, com uma designer internacional de sapatos e com três estilistas da antiga casa de criadores. Os quatro estágios me ensinaram muita coisa mas descobri que criar não era minha única praia.

Primeira lição importante: não, a moda não é só glamour.

Muito pelo contrário. A moda é ralação totaaaal. É virar madrugada trabalhando, é encontrar muita gente arrogante no meio do caminho, é driblar perrengues como um look que não cabe na modelo. Mas a moda tem um lado maravilhoso: ela te dá inúmeras possibilidades e  vertentes de trabalho.

Estilismo, modelagem, produção de moda, consultoria de imagem, negócios da moda, varejo, jornalismo de moda, e-commerce, marketing de moda… são muitos caminhos pelos quais você pode seguir e se encontrar.

Depois da faculdade de estilo fiz uma pós em Fashion Marketing e o mais engraçado é que não me posicionei em nenhuma das duas áreas.

No meu último ano de faculdade eu me encontrei no varejo. Já tinha trabalhado muito com a minha mãe no varejo e descobri que é total a minha praia.

Amo vender, amo conversar com as pessoas, amo entender a história de um cliente e porque ele está ali e tem o interesse naquele produto específico. Amo ajudar a escolher um produto e fazer um pouco de parte daquela história.

Glamour? Quase nulo. Muito trabalho. Muitos sábados, domingos e feriados. Muitas madrugadas. São 11 anos nessa área e eu amo, valeu cada segundo, cada estudo, cada momento dedicado.

Minha dica é: se você tem dúvidas faça moda como um curso alternativo. Comece com cursos curtos ou cursos online. Tem também muitos cursos de verão no exterior voltado para o segmento, em especial em NY, Milão e Paris.

Veja se é a sua praia, se é o que você se identifica. Não desista na primeira tentativa, eu era doida para ser estilista e só estagiei nesse ramo, hoje sou totalmente varejo e consultoria de imagem.

E mais importante: a moda é um ramo onde você cai muitas vezes, você testa, você acerta, você erra, mas para quem ama é como um casamento, tem altos e baixos mas vai ser sempre o seu amor.

Ah, e se rolar uma curiosidade fiz a faculdade no Senac e após no IED.

E vocês, já correram atrás desse sonho? Como foi? Me contem aqui!!

Beijos da Nat!